Depois de adiarmos esta viagem vezes sem conta, 2025 foi finalmente o ano de realizarmos o sonho das crianças de fazer a viagem de Portugal até à Disney. Com a nossa filha mais nova já com seis anos, a altura ideal para aproveitar a maioria das atrações, percebemos que não podíamos esperar mais.
Para nós, a aventura começa no momento em que fechamos a bagageira. Por isso, trocámos o avião pela estrada e traçámos o nosso roteiro de Lisboa até à Disney, pois queríamos que o caminho fizesse parte da experiência tanto como o destino. E porque uma road trip destas não tinha de ser feita só de parques temáticos, juntámos ao itinerário uma paragem nas incríveis Gorges du Verdon, no sul de França, um dos desfiladeiros mais espetaculares da Europa, muitas vezes comparado ao “Grand Canyon” francês pela sua grandiosidade e beleza natural.
Itinerário da Road Trip
Dias 1 a 3: Lisboa à Disneyland Paris

Durante o planeamento, ponderámos fazer a viagem direta até à fronteira francesa. No entanto, decidimos dividir a ida em três dias para tornar a experiência menos cansativa. Partimos de Lisboa às 11:00 com cerca de 1800 km pela frente.
No primeiro dia, percorremos 450 km até Valladolid, chegando a tempo de um mergulho na piscina do hotel Sercotel. O segundo dia foi o mais longo: 700 km entre Espanha e Bordéus, cruzando as paisagens da Autoestrada do Norte.

No terceiro dia, fizemos os 650 km finais até Saint-Germain des Noyers, já em contagem decrescente. Com a ajuda do roaming da Via Verde, as portagens não foram uma preocupação, permitindo-nos focar apenas na estrada.
Dia 4: A magia da Disneyland Paris
O despertador tocou cedo, mas a adrenalina de quem está prestes a entrar na Disneyland Paris tratou de nos pôr a todos de pé num instante. Ficarmos alojados no Disney’s Hotel New York – The Art of Marvel revelou-se a decisão estratégica do dia.

Graças ao Extra Magic Time, garantimos aquele bilhete dourado: entrar no parque uma hora antes de toda a gente. Foi um alívio enorme estacionar o carro gratuitamente no hotel e evitar as habituais filas e custos do parque principal. A imersão começou mal pusemos o pé no hotel. Entre estátuas do Iron Man e galerias de arte da Marvel, o ambiente é tão moderno e vibrante que foi difícil não ficarmos colados a cada detalhe, mas o dever chamava: as montanhas-russas não iam esperar por nós.
Atravessámos o Disney Village num ritmo apressado mas feliz, contagiados pela música e pelas cores. A tecnologia deu uma ajuda preciosa; com os bilhetes na aplicação, o acesso foi imediato. Sem papéis, sem confusões, apenas o som do scan e estávamos oficialmente no Reino da Magia.

Mal cruzámos a entrada e cumprimos o ritual das primeiras fotografias, o entusiasmo tomou conta de nós. Fomos diretos à Big Thunder Mountain e foi a melhor decisão que podíamos ter tomado, porque a fila ainda estava curta. A partir daí, o dia ganhou um ritmo imparável. Conseguimos riscar quase tudo o que tínhamos planeado: desde as viagens espaciais na Star Tours até ao clássico It’s a Small World, que a nossa filha adorou, sem esquecer a adrenalina da Indiana Jones and the Temple of Peril.
Ao cair da noite, as pernas já pesavam e o cansaço era real, mas a sensação de dever cumprido superava tudo. Olhar para trás e ver que todo o planeamento e os quilómetros de estrada valeram a pena foi a melhor recompensa. Este era apenas o arranque da nossa aventura; a magia da Disney estava a carregar-nos as baterias para o que ainda vinha aí, especialmente para a descida até ao sul.
Dia 5: Parque dos Estúdios de Walt Disney
Para o nosso segundo dia na Disneyland Paris, fomos diretos ao Walt Disney Studios Park, que acabou por ser o nosso dia favorito de toda a viagem.

Começámos a manhã com a Ratatouille: The Adventure, uma experiência imersiva fantástica que nos deixou logo no espírito certo para o resto do dia. Os grandes destaques foram, sem dúvida, a Crush’s Coaster, uma montanha-russa vertiginosa inspirada no Nemo que nos deixou a todos em êxtase, e a Spider-Man W.E.B. Adventure, onde nos juntámos ao Spidey para capturar Spider-Bots usando apenas as mãos.

Também aproveitámos para ver os nossos primeiros espetáculos ao vivo: o hilariante Stitch Live! e o espetacular TOGETHER: A Pixar Musical Adventure. Ambos são acréscimos incríveis às atrações do parque e valem muito a pena.

Quando o Studios Park começou a ficar mais calmo, decidimos ir jantar ao Disney Village. Depois de uma refeição relaxada, caminhámos até ao Disneyland Park principal. Ainda tivemos tempo de aproveitar um par de atrações clássicas, que àquela hora tinham filas muito mais curtas.

Ficámos até ao fecho para assistir ao magnífico espetáculo noturno das 22:40. Infelizmente, por causa da chuva, acabámos por ver a versão adaptada, sem os famosos drones. Ainda assim, a magia estava lá e sabíamos que teríamos outra oportunidade para ver a versão completa no dia seguinte.
Dia 6: Último dia na Disneyland Paris
No nosso último dia na Disneyland Paris, o cansaço dos dias anteriores já se fazia sentir nas pernas, por isso decidimos abrandar o ritmo e aproveitar o parque com mais calma. O tempo ajudou imenso: o céu limpou, o sol apareceu e as temperaturas ficaram super agradáveis, o cenário perfeito para a nossa despedida.

Desta vez ficámos pelo Disneyland Park para repetir as atrações favoritas e ir àquelas que tinham ficado para trás. Começámos com a adrenalina da Star Wars Hyperspace Mountain e da Star Tours, dois pontos obrigatórios para qualquer fã da saga. Mais tarde, fomos ver o espetáculo The Lion King: Rhythms of the Pride Lands. É um musical com uma energia contagiante e uma encenação tão bonita que se tornou rapidamente um dos nossos momentos preferidos de toda a viagem.

Também voltámos ao It’s a Small World, aquele clássico intemporal que serve como a pausa perfeita entre as atrações mais intensas. O resto do dia foi passado sem pressas: explorámos as lojas, tirámos fotografias com calma e fomos aproveitando os snacks enquanto absorvíamos o ambiente mágico uma última vez.
Para fechar com chave de ouro, na nossa última noite, conseguimos finalmente ver o espetáculo noturno completo com os drones! Foi impressionante e superou todas as expectativas. Foi a forma ideal de terminar esta aventura na Disney, uma mistura de emoção, nostalgia e aquele descanso merecido depois de três dias que nunca vamos esquecer.
Dia 7: Deixando a magia para trás com paragem em Fontainebleau
Depois dos dias mágicos na Disney, o nosso próximo grande objetivo era a região do Verdon, a cerca de 830 quilómetros de distância. Como fazer este percurso de uma só vez seria demasiado cansativo, decidimos dividir a viagem em duas etapas. O plano era conduzir cerca de 300 quilómetros e pernoitar em Moulins Avermes, onde encontrámos uma excelente oportunidade num B&B Hotel novinho em folha.

Para tornar o dia mais proveitoso, decidimos fazer um desvio panorâmico por Fontainebleau. Visitámos o magnífico Château de Fontainebleau, uma das residências reais mais históricas de França, e aproveitámos para passear sem pressas pelos seus jardins impecáveis.

Para tornar o dia mais proveitoso, decidimos fazer um desvio panorâmico por Fontainebleau. Visitámos o magnífico Château de Fontainebleau, uma das residências reais mais históricas de França, e aproveitámos para passear sem pressas pelos seus jardins impecáveis.

No entanto, o último troço da viagem até Moulins Avermes acabou por ser um verdadeiro desafio. A chuva intensa e a visibilidade reduzida tornaram a condução bastante difícil e desgastante. Chegámos ao hotel exaustos, mas gratos por termos chegado em segurança.
Dia 8: De Moulins Avermes a Istres – Fugir da lama e mudar de planos

Neste dia, o plano era chegarmos finalmente ao Camping La Farigoulette, mas a meteorologia deixou-nos de pé atrás. Depois de tanta chuva nos dias anteriores, antecipámos que o terreno das parcelas não estaria nas melhores condições para montar o estaminé. Por isso, mesmo com a previsão de sol, decidimos não arriscar e adiámos a chegada à zona do Verdon por um dia. Mais vale prevenir do que chegar e encontrar tudo enlameado.

Como tivemos de reajustar o percurso, ainda pensámos no Museu da Haribo, em Uzès, mas vimos a tempo que estaria fechado por ser segunda feira. Acabámos por mudar de direção e parámos para conhecer o imponente Arco do Triunfo em Orange. Mais tarde, em Avignon, aproveitámos para dar um passeio tranquilo à beira rio, o que nos permitiu ver a famosa ponte de uma perspetiva diferente, a partir da margem oposta. Foi um momento de calma que soube muito bem.

Com estas alterações de última hora, trocámos a incerteza do campismo pelo conforto de um quarto seco no hotel Ibis Budget Istres Tigres. Foi uma decisão prática: ficámos muito mais perto do Verdon e prontos para começar a explorar a região na manhã seguinte, com o tempo finalmente a ajudar e as baterias carregadas.
Dia 9: Finalmente no Verdon – Trilhos, túneis e mergulhos gelados

No nono dia, chegámos finalmente à região do Verdon. E como queríamos entrar com o pé direito, decidimos começar logo em grande! Chegámos a Quinson por volta das 11:00, prontos para o nosso primeiro trilho. Estacionámos no parque gratuito e caminhámos um pouco até ao início do percurso das Baixas Gargantas do Verdon (Basses Gorges du Verdon). Este trilho tem cerca de 10 km e acompanha a garganta durante metade do caminho; é considerado um dos melhores da região, por isso não o podíamos deixar passar.

O cenário era deslumbrante e o tempo estava impecável. Como já estávamos em setembro, o trilho estava muito mais calmo, sem as multidões do verão. O percurso começa com algumas pontes e escadas, mas a inclinação nesta fase inicial até é bastante suave.

A parte mais memorável veio antes de sairmos da secção da garganta: tínhamos de atravessar um túnel que, graças às chuvas recentes, estava completamente inundado! Mas isso não nos travou. Trocámos o calçado por sandálias e o que podia ser um problema tornou-se num dos momentos mais hilariantes da aventura. (Fica o aviso: quem for de botas vai acabar com os pés bem molhados!). Depois do túnel, começou a subida a sério através de uma floresta densa e verdejante, que nos levou até à capela no topo.
Valeu totalmente a pena. Fizemos o percurso em cerca de quatro horas, com direito a pausa para almoço e algumas paragens estratégicas para a miudagem (de 6 e 8 anos) recarregar baterias.

Depois do trilho, ainda fomos à praia junto à garganta para um mergulho rápido, mas a água estava gelada! Acabámos por seguir para o Camping La Farigoulette, onde ainda tínhamos de fazer o check-in e montar o nosso estaminé. O parque superou as expectativas: mesmo à beira da água, com instalações modernas, áreas de lazer fantásticas, insufláveis, um parque infantil incrível e até uma piscina aquecida. Foi o sítio perfeito para relaxar depois de um dia longo, mas inesquecível.
Dia 10: Entre escarpas e águas azul-turquesa – O Verdon visto do rio
Depois do trilho incrível que tínhamos feito no dia anterior, não conseguíamos tirar da cabeça a imagem dos barcos a deslizar calmamente por aquelas águas azul-turquesa. Por isso, na manhã seguinte, decidimos fazer uma surpresa aos miúdos: alugámos um barco para explorarmos as Basses Gorges du Verdon (em Quinson) a partir da água.

Foi a melhor decisão que podíamos ter tomado. O dia estava quente, perfeito para mergulhos, e as vistas das escarpas conseguem ser ainda mais impressionantes quando vistas de baixo. Alugámos um barco elétrico por quatro horas, o que nos deu tempo de sobra para navegar com calma, parar para nadar e fazer um piquenique numa margem tranquila que encontrámos pelo caminho. Sem pressas, sem multidões, apenas nós e o som da água a ecoar entre as rochas.

Dica de amigo: Se estiverem a planear alugar um barco por aqui, recomendamos vivamente que o façam por, pelo menos, quatro horas. Menos do que isso e vão andar a olhar para o relógio; quatro horas permitem saborear o cenário e dar vários mergulhos sem stress.

Depois de entregarmos o barco, passámos num supermercado no caminho de volta e aproveitámos o resto da tarde a relaxar na piscina do parque de campismo. Para fechar o dia em grande, depois do jantar ainda houve música ao vivo no parque. Foi o final perfeito para um dia que, honestamente, não podia ter corrido melhor.
Dia 11: Um dia sem carro, entre mini-golfe e SUP no lago
No nosso 11º dia de viagem, decidimos que o carro merecia um descanso. Queríamos aproveitar ao máximo o que o parque de campismo tinha para oferecer sem grandes deslocações. Começámos a manhã a aproveitar o mini-golfe gratuito do parque de campismo para testar o nosso jeito (ou a falta dele!). Revelou-se um belo desafio para toda a família; os últimos buracos eram surpreendentemente matreiros, mas deram para umas boas gargalhadas.

Antes do almoço, ainda fomos dar um mergulho na piscina aquecida para relaxar e fechar a manhã da melhor forma.

Como o nosso parque de campismo ficava mesmo “colado” às águas do Verdon, passámos a tarde a explorar o lago com o nosso novo stand-up paddle (SUP) e o barco insuflável. Foi o teste de fogo ao SUP! Passámos o resto do dia a descobrir os recantos da garganta ali perto do parque, entre remadas e mergulhos. Saber que não tínhamos horas marcadas nem estrada para fazer tornou este dia um dos mais relaxantes da road trip.
Dia 12: Point Sublime e a mítica D952 – Onde a estrada é o destino
Depois de um dia de descanso para o carro, estávamos prontos para voltar à estrada. No nosso 12º dia, o plano era percorrer um dos pontos altos de qualquer viagem ao Verdon: a D952. Esta estrada serpenteia pela garganta e oferece vistas de cortar a respiração a cada curva.

Ao longo da D952, encontrámos vários miradouros fantásticos, incluindo um onde se consegue admirar a vila de Moustiers-Sainte-Marie vista de baixo, e outros que nos deixam apreciar toda a imensidão das Gorges du Verdon.

Para quem, como nós, adora estradas panorâmicas, conduzir até ao Point Sublime foi um prazer puro. Entre curvas, miradouros e paragens constantes para fotografias, é impossível ter pressa. Entrou facilmente para o nosso “Top 3” de melhores estradas de todas as road trips que já fizemos.
E o Point Sublime faz mesmo jus ao nome. A visita é gratuita e a vista panorâmica é brutal. Existe também um trilho que desta vez tivemos de deixar passar, mas fica prometido para uma próxima visita.



Depois de enchermos o olho com as vistas, voltámos à Plage du Galetas para mais uma aventura na água, desta vez de kayak. O dia estava bastante ventoso e, embora o plano inicial fosse alugar por duas horas, o staff sugeriu sabiamente que uma hora seria suficiente. Tinham toda a razão. O cenário é incrível e a zona estava cheia de vida, com kayaks, gaivotas e barcos elétricos por todo o lado. Foi uma confusão super divertida e uma experiência impecável.

Regressámos ao parque de campismo cansados mas radiantes. Como não podia deixar de ser, fechámos o dia com mais uma partida de mini-golfe, a maneira perfeita de terminar mais um dia memorável no Verdon.
Dia 13: Arco e flecha, arborismo e as águas do Lago d’Artignosc

Estávamos decididos a saborear cada segundo do nosso último dia completo no Verdon. A manhã começou com pontaria: uma sessão gratuita de tiro com arco oferecida pelo Camping La Farigoulette. Foi um sucesso imediato para toda a família, tanto para os miúdos como para os adultos. O único senão foi a falta de um arco adequado para o nosso pequeno “atleta” de seis anos, mas a diversão não ficou beliscada.

Logo a seguir, enfrentámos finalmente o desafio que tínhamos debaixo de olho desde que chegámos: o parque de arborismo. Embora não fosse gratuito, valeu cada cêntimo. O parque é uma dose pura de adrenalina, com slides emocionantes e vários percursos de escalada, incluindo um perfeitamente adaptado para o nosso mais novo. Foi uma manhã em cheio a conquistar alturas.

Como estávamos mesmo no parque de campismo, aproveitámos para fazer um almoço quente e a preceito, fugindo às habituais sandes rápidas. Mas o espírito de aventura ainda não estava saciado e a tarde chamou-nos de volta à água. Enchemos o SUP e o barco e lançámo-nos ao rio para uma remada de 2,5 km para cada lado. Explorámos a garganta até ao belíssimo Lac d’Artignosc. A água estava fresca, mas o sol estava tão bom que foi impossível não parar várias vezes para mergulhar e refrescar.
Regressámos ao parque exaustos mas felizes. Enquanto os miúdos, que parecem ter baterias infinitas, gastavam as últimas energias no parque infantil, nós conseguimos finalmente um momento de paz merecido para absorver a tranquilidade do lugar. No dia seguinte, a aventura no Verdon chegaria ao fim com o levantar do estaminé.
O balanço do Camping La Farigoulette

Embora possa não ser a opção mais barata da zona, o Camping La Farigoulette oferece um valor excecional pelas comodidades que tem. A localização é estratégica para explorar o Verdon e as instalações são impecáveis. As casas de banho e chuveiros estão sempre limpos e nunca apanhámos filas. A piscina aquecida é um bónus fantástico. Apesar de não ter escorregas como outros parques, compensa largamente com os espetáculos noturnos e a variedade de atividades gratuitas para as famílias. Saímos com memórias fantásticas, tanto da região como desta excelente estadia.
Dias 14 e 15 Arrumar a tralha e voltar a casa
No penúltimo dia da viagem, dedicámos a manhã a arrumar todo o material de campismo. Estes últimos momentos são sempre uma mistura de angústia por ver a aventura acabar e, ao mesmo tempo, a alegria de saber que estamos a voltar para casa.
Depois de termos o carro carregado, partimos em direção a Tarbes pelo caminho parámos na area de serviço de Lançon de Provence onde tivemos uma experiência diferente e almoçámos num burger king por cima da auto estrada. Como já vem sendo tradição nas nossas road trips, ficámos no Ibis Budget Tarbes para a nossa última noite. É o ponto de paragem ideal para ganhar fôlego antes das 10 horas de estrada que nos esperavam no dia seguinte.
No último dia da viagem, o despertador tocou cedo. Às 06:00 já estávamos prontos para enfrentar os 1.100 km de regresso. Fizemos uma pausa nos arredores de Valladolid para almoçar e esticar as pernas e seguimos depois até Ciudad Rodrigo. Esta é sempre a nossa paragem estratégica para abastecer o carro antes de entrar em Portugal, aproveitando os preços mais baixos.

Às 17:00 já estávamos perto de casa para o momento mais esperado: apanhar o nosso membro da família de quatro patas. O regresso correu sobre rodas, sem qualquer problema, e com a sensação de missão cumprida.
Considerações Finais
Esta foi a nossa quarta road trip e correu tudo lindamente. Houve dois investimentos que nos salvaram a vida na logística: as barras para o carro e a mala Flexi da Norauto. Permitiram-nos levar tudo sem o stress habitual. Outra coisa que funcionou na perfeição foi o dispositivo da Via Verde com roaming, que nos deixou passar nas portagens em Espanha e França sem parar.
Percorremos cerca de 4500 km e o planeamento ajudou a que não houvesse imprevistos. Usámos o site Komparing para encontrar combustível barato e a app da Disneyland Paris para gerir as filas, o que deu um jeito enorme. Quanto ao campismo, a nossa tenda nova, a Arpenaz 4.2 Fresh & Black, valeu bem o investimento por ser muito mais confortável e ter uma sala interior essencial.
Para aguentar tantas horas de estrada com os miúdos, o segredo foi a música: a nossa playlist, carregada de K-Pop e músicas de Demon Slayer, manteve a energia alta. A viagem entregou tudo o que prometia. Na Disney, os miúdos estavam na idade e altura ideais; conseguiram ir à maior parte das diversões e ainda sentem aquela magia. Portugal pode estar num canto da Europa, mas espero que este guia vos inspire a meterem-se ao caminho!
